Por que a Disney domina "quase sozinha" o ranking dos filmes de maior bilheteria?
Por Jaqueline Sousa • Editado por Jones Oliveira |
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Basta bater o olho no ranking de maiores bilheterias da história do cinema para perceber uma tendência curiosa: a Disney praticamente domina sozinha a listagem de filmes mais lucrativos da indústria cinematográfica. Mas como e por que a casa do Mickey conseguiu esse feito?
Analisando o top 10 de maiores bilheterias do cinema, nos deparamos com títulos como Avatar (2009), Vingadores: Ultimato (2019), Star Wars: O Despertar da Força (2015) e Zootopia 2 (2025), todos com um elemento em comum: são longas que foram produzidos dentro de estúdios que fazem parte do grande universo mágico do Walt Disney Pictures.
Em meio a essa predominância, temos apenas uns gatos-pingados que não foram feitos pela empresa, como Homem-Aranha: Um Novo Dia, que quebrou todos os recordes possíveis de arrecadação, e Ne Zha 2 (2025), uma animação chinesa que também fez história ao se tornar um dos filmes mais lucrativos da história.
Embora possa parecer apenas uma coincidência do destino, a Disney não comanda essa listagem sem motivo. Uma série de fatores coletados ao longo dos anos proporcionou esse feito, e o Canaltech explica a seguir o que está por trás desse monopólio.
Grandes aquisições, grandes bilheterias
Durante as últimas décadas, acompanhamos em tempo real uma mudança no posicionamento da Disney, que passou de um “simples” estúdio de animação para um conglomerado de várias marcas lucrativas na indústria do entretenimento. Esse é um dos principais motivos pelos quais a corporação domina o ranking de maiores bilheterias da história.
Afinal, a estratégia da empresa para adquirir diversas propriedades intelectuais famosas, como Marvel Studios, Star Wars e Pixar, ajudaram a consolidar a marca como a dona dos maiores pilares da cultura pop, atraindo o público de todas as idades e gostos para as salas de cinema.
Dessa forma, a Disney deixou de depender somente de ideias originais, tendo à disposição estúdios lendários, como a Lucasfilm, responsável pela franquia Star Wars, e o 20th Century Fox (agora 20th Century Studios), dono de títulos como a saga de Avatar e Titanic (1997). Todos os títulos citados aparecem na lista de maiores bilheterias do cinema, impulsionando o monopólio da empresa ainda mais ao lado de filmes do MCU e das amadas animações da Pixar.
Alcance universal e poder de distribuição
Com filmes como Vingadores: Ultimato, Star Wars: O Despertar da Força e Zootopia 2 aparecendo no top 10 de maiores bilheterias da história do cinema, é fácil perceber que um dos maiores poderes da Disney é a maneira como a empresa se conecta com diferentes públicos e idades.
Seja com as animações da Pixar ou os filmes da Marvel, a Disney consegue alcançar adultos, adolescentes e crianças com gostos variados em todo o mundo, aumentando a presença do público pagante nas salas de cinema. Com muitas produções apostando em classificações indicativas livres ou mais inclusivas para menores de idade, a empresa consegue emplacar aquelas histórias que são feitas para reunir toda a família, a receita perfeita para alcançar o maior número de pessoas possíveis.
Além do alcance universal de público, a Disney também se beneficia de seu poder de distribuição ao redor do mundo, sendo a responsável por dominar o maior número de salas de exibição de redes de cinema. Quando um filme da empresa chega aos cinemas, é comum vermos horários variados disponíveis em diversos tipos de formato, principalmente nas salas 3D e IMAX, detentoras dos ingressos mais caros, o que por si só já incrementa a bilheteria dessas produções.
A casa do Mickey ainda é dona de um dos marketings mais agressivos de Hollywood, marcando presença nos principais mercados mundiais graças ao peso do nome da companhia e de campanhas publicitárias que conseguem alcançar os fãs de maneiras distintas em grandes quantidades.
É possível vencer o monopólio da Disney?
Embora a Disney pareça ter um poder imbatível, a empresa do Mickey Mouse não é tão indestrutível quanto parece. A forte concentração de suas marcas no mercado é real, mas ela pode ser desafiada de várias maneiras por outros estúdios que andam marcando presença no ranking de maiores bilheterias.
Um bom exemplo é a Sony Pictures que, apesar da parceria com a Marvel, está aparecendo na lista de filmes mais lucrativos do cinema com a franquia do Homem-Aranha, como o recente Um Novo Dia e Homem-Aranha: Sem Volta para Casa (2021).
A Universal Pictures também anda batendo de frente com a Disney com franquias famosas e parcerias com diretores consagrados, como aconteceu com A Odisseia, filme de Christopher Nolan que está em décimo primeiro lugar no ranking de maiores bilheterias da história do cinema. O estúdio também comanda a distribuição de outros sucessos de vendas, como Super Mario Bros. O Filme (2023), Velozes & Furiosos 7 (2015) e Jurassic World (2015).
Ao longo dos últimos anos, tem acontecido com mais frequência que estúdios ao redor do mundo passem na frente da Disney com suas bilheterias, fazendo o Mickey comer poeira na corrida pelo topo do ranking anual de produções mais lucrativas. Logo, o monopólio pode existir, mas cada vez mais vem sendo combatido por outras forças que mostram que é possível, sim, vencer essa dominação mundial.
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