Resumo
  • A empresa de cloud Teradata comunicou aos seus 5,1 mil funcionários que não haverá aumento salarial, pois a empresa optou por alocar recursos em inteligência artificial (IA) para “ganhar mercado com IA”.
  • O orçamento da Teradata prevê gastos em “talentos e expertise com IA”, podendo contratar novos funcionários focados nessa tecnologia.
  • A decisão da Teradata é válida em países sem dissídio da categoria sindical, como nos EUA, e alguns funcionários ainda poderão receber bônus e ações com base na avaliação de desempenho.

Quer um aumento? Melhor esperar sentado. Esse foi o recado dado por uma empresa americana de cloud aos cerca de 5,1 mil funcionários, ainda no começo do ano, segundo um comunicado obtido pelo site Business Insider. E o motivo é a implementação da inteligência artificial.

A Teradata quer “ganhar mercado com IA” e, para tanto, decidiu alocar recursos que iriam à força de trabalho para a implementação de novas ferramentas. O orçamento corrente prevê gastos em “talentos e expertise com IA”, dando a entender que podem contratar mais funcionários, desde que estejam focados nesta nova tecnologia.

Pelo menos dois empregados disseram ao Business Insider que, nos últimos anos, receberam aumentos anuais entre 2% e 4%. No entanto, este reajuste não é formalmente garantido pela empresa. Com a abordagem focada na IA, alguns profissionais ainda poderão receber bônus e ações da Teradata, com base na avaliação de desempenho.

O comunicado enviado em janeiro explica que a decisão é válida em países que não possuem dissídio da categoria sindical, como ocorre no Brasil. A Teradata possui escritório em São Paulo.

IA movimenta o mercado de trabalho

As últimas semanas têm sido de noticiário agitado em torno da inteligência artificial e seu impacto na maneira como os seres humanos trabalham. O CEO da OpenAI, Sam Altman, disse ficar satisfeito ao se equivocar na previsão de que a IA eliminaria os postos de trabalho mais básicos. Ou seja, o impacto previsto há um ano não se materializou.

Ao mesmo tempo, organizações inteiras estão fazendo contas para definir se realmente o investimento em IA se paga. A Uber se queixou do custo dos tokens e até limitou os recursos permitidos para cada dev ao longo do mês. Já a Microsoft decidiu migrar do Claude Code para o GitHub Copilot.

Relacionados

Escrito por

Thássius Veloso

Thássius Veloso

Editor

O jornalista Thássius Veloso é uma voz proeminente na cobertura de tecnologia no Brasil, com atuação em feiras de eletrônicos, TI e inovação desde 2008. Como editor no Tecnoblog e comentarista na rádio CBN, traduz o complexo universo digital ao grande público. Sua experiência inclui os principais eventos internacionais (CES, IFA e MWC) e conferências de gigantes como Apple, Meta, Microsoft, Samsung e Google. Reconhecido por sua capacidade de provocar reflexões sobre o futuro, Thássius atua como palestrante e apresentador em grandes eventos, como Web Summit, Rio Innovation Week e Futurecom, e também como professor de media training, com linguagem jovem e despojada. Suas análises e reportagens já foram destaque no Jornal Nacional e GloboNews. Venceu quatro vezes o Prêmio Especialistas e foi indicado quatro vezes ao Comunique-se. Ativo nas redes sociais (@thassius) e no site thassius.com, é um dos principais influenciadores de tecnologia do país.