
A Intelbras começou a vender no Brasil um conversor que prepara televisores antigos para a TV 3.0, o novo padrão da TV aberta também chamado de DTV+. O aparelho, batizado de RDA 300, custa R$ 684,90 e dispensa a troca do aparelho de casa.
A proposta é simples: em vez de comprar uma TV nova compatível, o usuário conecta o receptor à entrada HDMI do televisor que já possui e passa a captar o sinal aprimorado.
Vale ressaltar que a tecnologia ainda está em fase experimental, disponível apenas em Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo. O conversor chega ao mercado antes da cobertura ampla do sinal, situação parecida com a vivida na transição da TV analógica para a digital.
O que vem dentro do RDA 300?
O receptor funciona como um pequeno aparelho com sistema próprio. Ele roda Android 14 em sua versão aberta, o AOSP, e usa um processador Realtek acompanhado de 2 GB de memória RAM e 8 GB de armazenamento interno.
A compatibilidade com os codecs de vídeo mais recentes é o que permite a sintonia do novo sinal. O aparelho suporta os padrões H.266, também conhecido como VVC, e o H.265. A recomendação da fabricante é usar uma TV com resolução 4K para aproveitar a imagem em alta definição.

O conjunto inclui uma antena interna desenvolvida em parceria com o Instituto Mackenzie e recebe atualizações automáticas pela internet, o chamado sistema OTA. O controle remoto traz um botão dedicado para acionar direto as funções da DTV+.
| Especificação | Intelbras RDA 300 |
|---|---|
| Sistema | Android 14 AOSP |
| Processador | Realtek |
| Memória | 2 GB de RAM |
| Armazenamento | 8 GB |
| Codecs | H.266 (VVC) e H.265 |
| Conexão | HDMI, Wi-Fi e atualização OTA |
| Antena | Interna, em parceria com o Instituto Mackenzie |
| Preço sugerido | R$ 684,90 |
Preço e onde comprar
O RDA 300 sai por R$ 684,90 à vista, com parcelamento em até dez vezes de R$ 68,49 sem juros. As vendas acontecem pelos canais oficiais da marca, com as primeiras entregas a partir de 8 de junho.
O equipamento é compatível com qualquer televisor que tenha porta HDMI. Quem não tem uma TV 4K ainda consegue usar o aparelho, mas perde parte dos ganhos de imagem que o novo padrão oferece.

O que muda com a nova TV aberta
A TV 3.0 une o sinal pelo ar, o broadcast, com a conexão de internet, o broadband. Na prática, isso aproxima a televisão gratuita da experiência vista nos aplicativos de streaming, com navegação por ícones no lugar dos números de canais.
Entre os recursos estão a transmissão em 4K com áudio imersivo, interatividade em tempo real e acesso a conteúdos complementares durante a programação. O
padrão também amplia a acessibilidade, com audiodescrição, legendas avançadas, suporte a Libras e múltiplos idiomas.
Segundo Washington Luiz de Freitas Filho, diretor executivo de Consumo da Intelbras, a TV 3.0 representa a convergência entre a robustez da televisão aberta e as possibilidades da internet, e deve ser adotada de forma gradual, conforme a cobertura avança.
O padrão foi desenvolvido pelo Fórum do Sistema Brasileiro de Televisão Digital Terrestre, o SBTVD, e teve o decreto assinado em agosto de 2025. A previsão é que o sinal atual conviva com a TV 3.0 por até quinze anos, em uma migração lenta.
Onde o sinal já está no ar?
A cobertura inicial é restrita… Por enquanto, a transmissão em DTV+ funciona apenas em Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo, sem data oficial para chegar a outras cidades.
Um ponto que reforça a função do conversor: não existe no Brasil, neste momento, nenhum televisor vendido com a DTV+ embarcada. A arquitetura de antena exigida pelo padrão, baseada na tecnologia MIMO, ainda não está presente nos modelos disponíveis nas lojas.
Por isso, o receptor externo é a única forma de acessar a nova TV aberta hoje, mesmo para quem tem uma Smart TV 4K de ponta. O cenário tende a mudar conforme as fabricantes lançam aparelhos compatíveis, o que deve ocorrer de forma mais ampla entre o fim de 2026 e 2027.
Como o RDA 300 se compara ao rival
A Intelbras não está sozinha nessa largada, a Aquário também colocou à venda um kit para a TV 3.0, o DTVP-7000, por R$ 692,81, valor próximo ao da concorrente.
O pacote da Aquário aposta em um conjunto mais completo, com antena digital MIMO e dois amplificadores de sinal para reforçar a recepção. O modelo também roda Android 14 e adiciona Bluetooth 5.0, item que o aparelho da Intelbras não destaca em sua ficha.
| Item | Intelbras RDA 300 | Aquário DTVP-7000 |
|---|---|---|
| Preço | R$ 684,90 | R$ 692,81 |
| Sistema | Android 14 | Android 14 |
| Conteúdo do kit | Receptor e antena | Receptor, antena MIMO e 2 amplificadores |
| Conectividade | Wi-Fi | Wi-Fi e Bluetooth 5.0 |
A escolha de equipamento, no fim, depende mais da qualidade de recepção em cada endereço do que de uma diferença grande de preço ou de recursos entre os dois.
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Copa do Mundo deve acelerar a procura
A chegada dos conversores foi calculada para um momento específico. A Copa do Mundo de 2026 começou em 11 de junho, e a Intelbras aposta que o evento sirva de empurrão para a venda dos receptores.
O argumento da fabricante é a combinação de imagem em 4K com a redução do atraso na transmissão, um problema conhecido de quem assiste a jogos pela TV aberta. O novo padrão também promete dados e estatísticas na tela durante as partidas, recurso que depende das emissoras.
Para o consumidor das três capitais com sinal ativo, o gasto de R$ 684,90 entrega a Copa em melhor qualidade sem a conta de um televisor novo. Fora dessas cidades, o aparelho ainda funciona como uma TV digital comum, à espera da expansão do DTV+.
Fonte(s); Intelbras
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