Os pesquisadores da Universidade Estadual do Novo México alertaram sobre uma vulnerabilidade que permite hackers inserir memórias falsas em agentes de IA, ampliando riscos de segurança.

Hackers podem plantar memórias falsas em agentes de IA, alertam pesquisadores

A Técnica GhostWriter

GhostWriter é uma técnica que explora a capacidade dos agentes de IA de armazenar memórias de interações anteriores para personalizar respostas e realizar tarefas em nome dos usuários.

Funcionamento do Ataque

GhostWriter funciona em duas etapas: primeiro, o invasor envia um conteúdo escondido capaz de ser registrado como memória legítima; depois, quando o usuário faz uma solicitação relacionada ao tema, o sistema recupera esse conteúdo comprometido e passa a agir conforme as instruções previamente inseridas.

Exemplos de Impacto

Um exemplo apresentado pelos autores envolve um agente responsável pelo gerenciamento de e-mails. Nesse cenário, uma memória falsa poderia instruir a ferramenta a resumir automaticamente mensagens de determinado remetente e encaminhá-las, sem conhecimento do usuário, para o endereço eletrônico controlado pelo atacante, inclusive quando essas comunicações contiverem informações sensíveis.

Solução Proposta

O Agentic Memory Sentry, identificado pela sigla AM-Sentry, combina uma política mais criteriosa para decidir quais informações podem ser armazenadas na memória permanente e um mecanismo de verificação antes que esses registros sejam recuperados durante novas solicitações.

Conclusão

A solução reduziu de forma expressiva a eficácia do GhostWriter ao mesmo tempo em que preservou a utilidade prática dos agentes de inteligência artificial. A expectativa da equipe é que essas estratégias sejam aprimoradas e avaliadas em outros modelos com memória persistente.

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