O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), abriu o debate geral da 81ª Assembleia Geral da ONU, discursando sobre a tecnologia e suas implicações sociais e políticas.

Não regular IA e big techs seria ‘omissão histórica imperdoável’, diz Lula na ONU

Tecnologia e Revolução

Lula destacou que vivemos uma 'revolução tecnológica sem precedentes', com 'grandes riscos e oportunidades'.

Regulamentação de Big Techs e IA

O discurso de Lula foi focado em duas áreas-chave: a regulamentação de big techs e da inteligência artificial (IA). Ele considerou que 'seria uma omissão histórica imperdoável não enfrentar o desafio da regulamentação das big techs e da inteligência artificial'.

Desafios e Oportunidades

Lula alertou sobre os 'grandes riscos' que a tecnologia traz, especialmente com a 'inteligência artificial'. Ele também destacou a 'impossível tarefa' de enfrentar os 'algoritmos' por parte das famílias, uma vez que as 'big techs' transfiram o risco para elas.

Oposição à Neoliberalismo Digital

O presidente criticou 'um punhado de tecno-oligarcas' que 'quer ressuscitar uma versão de neoliberalismo digital sem regras nem transparência'. Lula argumentou que esses grupos estão 'promovendo uma corrida sem freios éticos, à revelia da ONU e do painel científico sobre inteligência artificial'.

Exemplos de Tecnologia

Lula também abordou outros aspectos da tecnologia, como a 'indústria bilionária das bets' e a aprovação do ECA Digital. Ele defendeu o Pix, uma infraestrutura de pagamento pública e gratuita que beneficia milhões de brasileiros.

Sobrevivência do Brasil

O presidente também falou sobre a 'proximidade geográfica com a maior potência do mundo' e a necessidade de manter a soberania nacional, sem ceder a pressões externas.

Conclusão

Lula defendeu a necessidade de regulamentação para garantir que a tecnologia seja usada de forma responsável e para benefício da sociedade, destacando a importância de combater o crime organizado e promover a paz e o multilateralismo.

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