A ideia de vida em Marte teve seu início no século 19, quando Giovanni Schiaparelli, um astrônomo italiano, observou linhas geométricas na superfície do Planeta Vermelho. Ele chamou essas linhas de canali, termo que foi mal interpretado e traduzido como canais. Essa observação, embora não convincente, foi amplamente divulgada e contribuiu para a criação do mito dos 'marcianos'. Em 1895, Percival Lowell, um observador sem formação acadêmica, chegou a conclusões semelhantes, sugerindo que Marte possuía um sistema de irrigação complexo, provavelmente para abastecer a vida supostamente existente no planeta. Essas observações e conclusões, embora não confirmadas, se tornaram ícones da cultura popular, inspirando obras como 'Guerra dos Mundos' e outros contos de ficção científica. Hoje, a astrobiologia, que estuda a origem, evolução e distribuição da vida no universo, continua a investigar a possibilidade de vida em Marte, mas foca em pistas de vida no passado, quando o planeta era mais quente e possuía água. Essa evolução da ideia de vida em Marte desde o erro astronômico de Schiaparelli até a pesquisa científica atual demonstra como a ciência evolui e se ajusta às novas descobertas e entendimentos.
