A China está considerando endurecer o controle sobre exportações de tecnologias estratégicas, incluindo sistemas de inteligência artificial (IA) e biotecnologia. O governo divulgou uma proposta que prevê a proibição de 14 tipos de tecnologia e a restrição de outras 26. As tecnologias que podem entrar na lista de restrições incluem ferramentas de IA capazes de gerar ou modificar códigos maliciosos e modelos treinados com dados chineses estratégicos e sensíveis. Outras tecnologias relacionadas à IA também poderão ficar sujeitas a restrições de exportação. Além disso, o projeto contempla tecnologias de biomedicina e de produção de energia solar. O governo justifica a medida por riscos associados ao uso dessas tecnologias em áreas sensíveis. A iniciativa ocorre em um cenário de crescente rivalidade entre Pequim e Washington pelo domínio de áreas estratégicas da inovação. O projeto não significa que todas as tecnologias incluídas estarão automaticamente proibidas de sair do país. O governo diferenciará as categorias sujeitas à proibição das que passarão por controles adicionais. A proposta foi aberta para consulta pública por um mês, a partir de 16 de outubro de 2026. A iniciativa ainda está em fase de proposta, portanto, os controles previstos não devem ser tratados como uma lista definitiva de proibições já implementadas. Além da revisão do catálogo, a China anunciou medidas prováveis para acelerar o avanço da inteligência artificial, como a criação de um centro de IA de alto nível. A China também restringiu chatbots que simulam namoros e amizades virtuais, e impôs controles sobre a transferência de tecnologias estratégicas para a China, especialmente no setor de semicondutores avançados. A China busca ampliar os mecanismos de controle sobre tecnologias desenvolvidas em seu território. A iniciativa surge em meio à disputa com os EUA pelo desenvolvimento e controle de tecnologias avançadas.

China Planeja Restrições Estratégicas em Tecnologias de IA e Biotecnologia
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