A urna eletrônica brasileira, que completou 30 anos em 2026, é um sistema robusto e tecnologicamente avançado. Suas características incluem um sistema operacional próprio, chips criptográficos e mecanismos de verificação que garantem a integridade dos programas eleitorais e dos resultados da votação.

Sistema Operacional UEnux
A urna eletrônica utiliza o UEnux, um sistema operacional baseado em Linux desenvolvido especificamente para o TSE. Diferente de sistemas convencionais, o UEnux executa apenas as aplicações necessárias à votação. Isso reduz a quantidade de recursos que podem apresentar vulnerabilidades, minimizando a possibilidade de falhas.
Proteção Física
O hardware da urna é protegido por chips criptográficos em componentes como o teclado, o leitor biométrico e a impressora térmica. Esses chips permitem verificar se as peças são autorizadas pelo TSE. Além disso, o Módulo de Segurança Embarcado (MSE) funciona como um cofre de chaves criptográficas, usado para proteger dados e assinar digitalmente registros eleitorais.
Proteção contra Adulterações
O sistema de segurança da urna é capaz de detectar e bloquear tentativas de ataque. Isso é feito através de autenticidade do sistema, integridade dos periféricos e proteção contra adulterações. A integridade dos dados é garantida através do Registro Digital do Voto (RDV), que armazena os votos de forma embaralhada para impedir sua associação direta aos eleitores.
Auditoria e Lacração
Antes de a urna chegar à seção eleitoral, instituições externas podem inspecionar o código-fonte dos sistemas eleitorais para verificar vulnerabilidades e proteção. Após a inspeção, os programas passam pela Cerimônia de Assinatura Digital e Lacração dos Sistemas Eleitorais. Os sistemas são compilados, recebem assinaturas digitais de autoridades e ficam armazenados em mídias protegidas na sala-cofre do TSE.
Transmissão de Dados
Durante a votação, a urna não se conecta à internet nem a redes de dados. Quando o processo termina, ela gera o Boletim de Urna (BU), em versões impressa e digital. O arquivo eletrônico é assinado digitalmente e armazenado na Mídia de Resultado, que segue para um ponto de transmissão da Justiça Eleitoral. De lá, os dados são enviados por uma rede privada, que pode utilizar satélite ou fibra dedicada, até os sistemas responsáveis pela totalização dos votos.
Conclusão
A urna eletrônica brasileira é um sistema de ponta que combina um sistema operacional próprio, tecnologia de ponta e mecanismos de segurança avançados para garantir a integridade dos votos. Isso inclui a proteção contra adulterações, a integridade dos dados e a transmissão de dados segura e segura.