Como os Agentes de IA Executaram as Invasões

Um pesquisador de cibersegurança, Snorre Fagerland, da NorForge, acompanhou uma campanha de invasão que usou agentes de IA para invadir mais de 100 sites de empresas, incluindo Deere e Cummins. A operação chamou a atenção pela capacidade de executar ataques complexos com pouca intervenção humana. Os agentes de IA levaram cerca de 23 horas para tentar invadir as defesas de cada site.

Como Agentes de IA Revolucionaram a Ataque Cibernética: Um Olhar Profundo no Caso

A Estratégia de Fagerland

Fagerland descobriu a operação ao monitorar instalações da plataforma de código aberto Cairn expostas na internet. Ele conseguiu acompanhar o trabalho dos sistemas e identificar como eram empregados nos ataques. Um dos casos que chamou a atenção de Fagerland foi um hacker de língua chinesa que, desde 25 de setembro, direcionava os agentes a sites nos Estados Unidos, Canadá, Austrália e Japão. As instruções eram curtas, com menos de 100 caracteres em chinês, mas bastavam para orientar os sistemas na busca por vulnerabilidades e nas tentativas de invasão.

A Complexidade e o Baixo Custo

O especialista estimou que a campanha custou cerca de US$ 50 (R$ 249) por invasão bem-sucedida. A operação aparentemente utilizou uma combinação do DeepSeek com o Claude Code, ferramenta da Anthropic. Para Fagerland, a capacidade de executar ataques tão complexos com pouca intervenção humana representa uma mudança significativa no cenário da segurança digital.

Como os Agentes Encontraram Vulnerabilidades

Um dos episódios acompanhados por Fagerland ajuda a entender como os agentes de IA conduziram as invasões. Depois de não encontrar falhas na aplicação pública de uma grande empresa, os sistemas mudaram de estratégia e analisaram registros digitais para rastrear a infraestrutura ligada ao alvo. A busca levou a um painel de controle acessível pela internet, onde identificaram uma falha no processamento de dados. Após horas de tentativas, os agentes relataram ter explorado essa vulnerabilidade para fazer o servidor executar comandos maliciosos.

Conclusão

A NorForge e a plataforma Cairn são exemplos de como as empresas estão se adaptando para lidar com essa nova era de ataques cibernéticos, marcada pelo baixo custo e automação de ataques virtuais. As empresas precisam estar preparadas para esses novos desafios e adotar boas práticas operacionais para mitigar riscos.

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