A Samsung projetou uma redução significativa nos envios de smartphones Galaxy A para 2027, especialmente aqueles que usam telas OLED. Isso se deve à crise de componentes e aumento de custos. Em 2027, a empresa prevê reduzir a previsão inicial de 120 milhões de unidades para 100 milhões. Os modelos mais afetados são os intermediários da empresa, como o portfólio do Galaxy A1X até os Galaxy A5X. A exceção fica com os modelos Galaxy A0X, que já utilizam painéis de LCD, não de OLED. A família de modelos A1X representa mais da metade do montante de produtos. Para equilibrar sua balança, a Samsung deve realizar cortes drásticos em alguns segmentos, como a retirada da tela OLED de certos aparelhos, como no futuro Galaxy A38. A crise de memórias no mercado de semicondutores fez com que a produção dos modelos Galaxy A ficasse cerca de US$ 75 mais cara em comparação aos seus antecessores. A Samsung já aumentou os preços de seus smartphones duas vezes nos últimos meses no Brasil. O último reajuste incide principalmente nos Galaxy A, que ficaram até 109% mais caros, principalmente nas versões com mais memória e armazenamento. Os tablets também são afetados. Essa redução atinge toda a Samsung, uma vez que a meta global de enviar 250 milhões de celulares em 2027 pode não ser atingida. As divisões de Mobile (MX) e Redes já registraram prejuízo no segundo trimestre deste ano, e a previsão é que 2027 permaneça na mesma toada. Essa medida simples e rápida pode ajudar a frear o avanço nos preços dos aparelhos de entrada e intermediários.
