Missão Swift

O telescópio Swift, lançado à órbita terrestre em novembro de 2004, teve uma missão de estudar explosões de raios gama e observar asteroides, cometas e buracos negros. Durou mais de 20 anos, coletando dados científicos que contribuíram para cerca de sete mil artigos científicos publicados.

Swift: Um Telescópio Espacial que Durou Mais de 20 Anos

Desequilíbrio Atmosférico

O Swift estava perdendo altitude devido ao arrasto atmosférico e não possui propulsores capazes de compensar esse efeito. Em setembro de 2025, a NASA concedeu à Katalyst um contrato de US$ 30 milhões para tentar salvar o observatório.

Tenta Resgate

A solução envolvia uma nave do tamanho aproximado de uma geladeira, equipada com três braços robóticos. A ideia era que a LINK alcançasse o Swift, o prendesse e o conduzisse a uma órbita mais alta. A missão era inédita: nenhuma nave privada havia capturado e elevado um satélite que não tivesse sido projetado para receber esse tipo de manutenção.

Falha na Operação

A operação de resgate foi conduzida pela Katalyst Space Technologies, empresa do Arizona (EUA). A companhia desenvolveu a nave LINK para alcançar o telescópio e impulsioná-lo para uma órbita mais alta, permitindo que continuasse suas observações científicas. A tentativa, porém, não teve sucesso. Cerca de três semanas depois de ser lançada, em 3 de julho, a LINK apresentou problemas no sistema de propulsão e nas rodas de reação responsáveis por manter sua orientação. As falhas fizeram a nave girar em velocidade inesperada e impediram que ela capturasse e elevasse o Swift.

Conclusão

Apesar disso, a LINK chegou a se aproximar do observatório e conseguiu fotografá-lo. A distância entre as duas naves ficou entre 12 e 15 quilômetros, mas não foi suficiente para concluir a operação. O Swift foi oficialmente encerrado após tentativa de resgate falhar, mas a NASA avaliou que o projeto contribuiu para o desenvolvimento de tecnologias de manutenção robótica no espaço e testou a capacidade de realizar operações desse tipo em prazos curtos.

Homenagem

O Swift recebeu oficialmente o nome de Neil Gehrels Swift Observatory em 2018, em homenagem ao seu primeiro investigador principal, que morreu no ano anterior. Com o encerramento da missão, o observatório deve retornar à atmosfera terrestre nas próximas semanas, enquanto os dados acumulados continuarão disponíveis para pesquisas científicas.

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